Foz do Rio Gravataí, Arena, etc.

 

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Esse blog não é gremista tampouco colorado. Só para deixar bem claro.

Mas vamos lá. Essa imagem é de 2011 e nos mostra muitas coisas. A galeria e o vídeo de 33 segundos mostram a mudança desde 2002 até 2014, quando a Arena do Grêmio já se encontra em plena operação industrial.

No início, era o Rio Gravataí. O rio que drena a Zona Norte de Porto Alegre e os municípios de Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão e, não garanto, Santo Antônio da Patrulha. Como podemos observar, ele lança suas águas recheadas de merda (matéria orgânia em suspensão e dissolvida) nos canais do Delta do Jacuí, que depois vão se espalhar pelo Lago Guaíba, de onde tiramos nossa água para tomar banho, após caro tratamento pelo DMAE. A única diferença entre o Rio Gravataí e o Arroio Dilúvio é que, provavelmente, o Rio Gravataí também carrega em suas águas uma senhora carga de agrotóxicos e fertilizantes provenientes dos campos de arroz uns 50 quilômetros acima. A boa notícia é que a bacia hidrográfica é bem plana e certamente o rio é navegável por muitos quilômetros, quando os arrozeiros não secam algumas partes do rio para irrigar o arroz do povo gaúcho.

Então, depois do rio aparece a Vila Liberdade, com todo respeito, sob a forma de um amontoado de casinhas caóticas nas saias da FreeWay. Pelo que eu sei, as inúmeras famílias moradoras da Vila merecem um prêmio pelo heroico trabalho prestado para a cidade de Porto Alegre, recolhendo, separando e reciclando o lixo imundo da cidade, caminhando até mesmo centenas de quilômetros por mês carregando nas costas de si próprios as montanhas de lixo insalubre. Tudo isso ainda tendo que enfrentar as dificuldades de não saber ler, sustentar filhos, problemas de saúde, drogas e sem nada de dinheiro!

Na sequência, vem o progresso. A Arena do Grêmio e a Rodovia do Parque surgem para embelezar a situação.

Os boatos são que a empresa chamada OAS, responsável pela construção da arena gremista, em 2009 apresentou um “estudo de impacto ambiental” (EIA) para a prefeitura, se compromentendo a implantar medidas de mitigação ambiental, como o “desenvolvimento do entorno” da Arena. Ignorando isso, a OAS  acabou a obra da Arena e deve estar agora muito bem, obrigado. Por outro lado, dizem os boatos, a prefeitura teve “medo” de perder uma verba federal e investiu cerca de R$ 9,7 milhões no “desenvolvimento do entorno”, já que a OAS não o fez. Prefeitura medrosa essa, não? Eu não sei que obras são essas. Alguém aí sabe?

No concreto vai areia. Não é por acaso que exatamente no meio da imagem podemos ver montanhas de areia, descarregadas dos barcos da beira do rio. Outros boatos dizem que a areia é dragada de forma criminosa do Rio Jacuí, sem a fiscalização de uma FEPAM dita “ineficiente”, e a atividade está destruindo inúmeras praias  e barrancos da região. São boatos, não sei se é verdade.

Claro que para contruir precisa de areia. Sendo um investimento do Governo Federal de mais de R$ 1 bilhão, a construção da Rodovia do Parque acabou com aquele congestionamento medieval no eixo metropolitano, cheio de carros parados. Agora dá para passar rápido pela Vila Liberdade, comtemplar (ou xingar) a Arena e tirar fotos na nova ponte, que passa por cima do Rio Gravataí. Ah, o Rio Gravataí!


 

Fontes:

 

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